Amnistia Internacional Denuncia Justiça Travestida em Angola
A Amnistia Internacional considerou hoje que o julgamento de 15 activistas angolanos detidos é um “teste crucial” à independência do sistema judiciário, apontando o prolongamento da prisão preventiva como um sinal de “justiça travestida” existente em Angola. Através de um comunicado, a vice-directora da Amnistia Internacional (AI) para o Sul do continente africano, Muleya Mwananyanda, apela às autoridades angolanas para que desistam das queixas contra os 15 activistas – que aguardam julgamento em prisão preventiva desde o passado mês de Junho –, defendendo que devem ser libertados imediatamente. O julgamento dos 15 detidos preventivamente e de outros dois activistas que se encontram em liberdade começa na segunda-feira no Tribunal Provincial de Luanda. “Este julgamento vai ser um teste crucial à independência do sistema judiciário angolano e uma oportunidade para mostrar a imparcialidade em relação à influência do Presidente José Eduardo dos Santos e do seu governo”, disse a mesma responsável […]
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