Angola e o Futuro: a Educação

A avaliação negativa do desempenho do ministro da Educação, Pinda Simão, ascende a 74 por cento dos inquiridos no censo encomendado pela presidência da República. A falta de confiança dos angolanos na qualidade da educação proporcionada pelas universidades públicas é de 55 por cento. Estes dados revelam inequivocamente o descrédito nas instituições de educação do país. Que muito do futuro de Angola passa pela educação, ninguém duvida. Aliás, é um lugar-comum fazer este género de afirmações, como aconteceu com Isabel dos Santos numa entrevista à BBC (televisão britânica), em 2015, quando mencionou a educação como o principal problema de Angola. O curioso é que não se viu nenhuma acção concreta da sua parte, nem do seu pai-presidente, em prol da educação depois dessa descoberta maravilhosa, que foi certamente para “inglês ver”, mas não para angolano ter. E, na realidade, só um sistema de educação focado nos extremos, isto é, nos […]

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Escolas Suspensas para Garantir Afluência a Comício

O governo provincial do Bié suspendeu por três dias a realização das provas escolares do segundo trimestre, que deveriam ter iniciado a 31 de Julho. Segundo directores de escolas contactados pelo Maka Angola, esta medida teve como objectivo forçar os professores e os alunos (a partir dos 14 anos) dos nove municípios do Bié a participarem no comício de João Lourenço, que teve lugar ontem no Kuito, capital do Bié. “Militantes do MPLA, professores e alunos foram transportados em condições desumanas, em carrinhas de transporte de mercadorias e camiões da Casa de Segurança do Presidente da República, para o comício”, denunciou um alto responsável da educação do município de Nharea. “As provas decorreriam de 31 de Julho a 11 de Agosto, e depois os alunos teriam uma pausa de duas semanas. Somos obrigados a iniciar as provas a 3 de Agosto, tudo por causa da vinda de João Lourenço”, queixou-se […]

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Pinda Sem Mão na Educação

Pinda Simão é ministro da Educação desde 2010, altura em que o nefasto Burity da Silva saiu do posto que ocupou durante uma eternidade, com a falta de resultados que se conhece. Não vale a pena falar das escolas primárias ocupadas por pocilgas dos funcionários superiores da Educação, nem dos estudantes angolanos no estrangeiro que passavam fome porque o ministro, alegadamente, se apropriava do dinheiro das suas bolsas. Basta lembrar as reacções de vários estudantes quando Domingos Bernardo Ebo, antigo director do INAGBE (Instituto de Gestão de Bolsas de Estudo), foi condenado pelo Tribunal de Contas a devolver aos cofres do Estado a quantia de US $3.5 milhões por danos causados no período de gerência 2000/02. Estes foram os escândalos típicos de Burity. Com Pinda esperava-se um novo alento. Seis anos volvidos, talvez não existam escândalos de grande corrupção, excepto aquele em que Pinda Simão confrontou o ex-sócio Burity da […]

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Ensino Superior: O Futuro de Angola em Más Mãos

Conta-se que o ditador Estaline, ao ser confrontado a qualidade superior do exército alemão na Segunda Guerra Mundial, terá dito, referindo-se ao maior número de soldados soviéticos: “A quantidade também é uma qualidade.” Apostava Estaline que para derrotar os alemães bastava lançar vagas de soldados para a frente de combate. Quando a invasão alemã chegou, no Verão de 1941, os milhões de soldados russos foram facilmente cercados e derrotados pela máquina alemã. Só com a ajuda do Inverno e depois de mudar os líderes e os métodos russos, conseguiu Estaline começar a resistir e depois ganhar. A quantidade mal aproveitada foi um desastre épico de morte e incompetência. Vem esta história a propósito do cenário desolador que se vive no ensino superior angolano. É um facto que a quantidade aumentou. No ano final da guerra civil (2002), existiam 12.566 estudantes nas universidades angolanas; em 2011, registavam-se 140.016 (números retirados do […]

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