Corpo Clínico Assassino no Ngangula

A gemer de dores, Florinda Domingos contorcia-se no asfalto do parque de estacionamento do Hospital Especializado Materno-Infantil Augusto N’gangula, em Luanda. Aos gritos, um general à paisana exigia do corpo médico atenção à parturiente, que havia sido retirada da sala de espera, pelos guardas, por ordens do pessoal clínico. Familiares seus e de alguns pacientes também se insurgiam, na noite de 9 de Setembro, contra os serviços hospitalares que ignoravam os pedidos de socorro. Flora Rosita explicou ao Maka Angola que a sua cunhada  “foi enxotada da sala de espera pelos guardas, porque as doutoras disseram que só tinha autorização para entrar na sala de espera à meia-noite”. Por sua vez, outra cunhada, Cândida Nimila, explicou que o corpo clínico havia determinado que Florinda Domingos seria assistida apenas à meia-noite, para dar inicio ao parto prematuro, ao sétimo mês de gravidez. Maka Angola espreitou a sala de espera e constatou […]

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