Delinquência nos Governos Provinciais na Gestão do OGE

Muitas são as práticas rotineiras dos gestores públicos com vista ao saque desenfreado dos recursos do país. Algumas delas, sobretudo nos domínios da saúde e da educação, são escândalos de arrepiar, agora relatados pelo Tribunal de Contas. Nesta edição, o Maka Angola traz a lume alguns dos actos delinquentes denunciados pelo Tribunal de Contas nas províncias da Huíla, Bengo, Huambo e Moxico. Huíla: Hospitais-Fantasma e Outros Fenómenos Os investimentos na saúde e na educação merecem sempre aprovação pública. Por isso, o governo provincial da Huíla orçamentou, em três anos seguidos, fundos para a construção de uma mesma pequena maternidade no município do Lubango, a um custo total de US$ 18.4 milhões, de acordo com o mapa de repetições relevado pelo tribunal. Qual brincadeira de malucos, com o mesmo esquema, os gestores provinciais reclamaram também acima de US $18 milhões para a construção de um hospital psiquiátrico. Noutra rubrica, levaram mais […]

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Feitiçaria, Polícia, MPLA e o assassínio do Soba

O Tribunal Provincial do Moxico proferirá, a 14 de Maio, a sentença sobre o homicídio do soba Augusto Chimbidi, ocorrido depois de este ter sido denunciado como feiticeiro por um dirigente do MPLA e um comandante da Polícia Nacional. Entre os réus do processo judicial encontram-se o primeiro-secretário do MPLA no município do Cangamba, Alberto Tchinongue Catolo, o comandante municipal da Polícia Nacional na referida localidade, Manuel N’doje Ijita Cawina, e o soba Cangamba, António Kanguia Candimbo. O caso iniciou-se com um triângulo amoroso, que deu origem a uma acusação de feitiçaria. Como é habitual em muitas regiões, as altas entidades locais envolveram-se em cultos de adivinhação e promoveram o obscurantismo como mecanismo de justiça. Os dirigentes animaram um julgamento popular, o acusado de feitiçaria foi condenado à morte, com execução de sentença imediata. Pelo meio, como é igualmente habitual, havia uma agenda política.   A Narrativa O Maka Angola […]

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A (Im)popularidade e o Sucesso de Dos Santos

O acto político e cultural do MPLA, realizado no passado sábado, 23 de Junho, no Estádio 11 de Novembro, continua a merecer várias leituras políticas causadas, sobretudo, pela propaganda oficial. Em termos mediáticos, a realização do acto visava demonstrar a popularidade do candidato presidencial do MPLA, José Eduardo dos Santos. Desde Março de 2011, a imagem do presidente do MPLA e da República tem sido abalada pelos simbólicos e sucessivos protestos de um punhado de jovens, que têm exigido a sua demissão, após 32 anos no poder. O significado destes protestos assenta na conjuntura internacional, sobretudo da África do Norte, onde três ditadores – Ben Ali, Mubarak e Qaddafi – foram depostos pela força de protestos populares. Inicialmente, o MPLA reagia com contramanifestaçãos, como a de 5 de Março de 2011, em que mobilizou mais de cem mil pessoas, num investimento de muitos milhões de dólares. Esta reacção foi causada […]

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