Activistas e Académicos Africanos Querem Visitar Colegas Presos na Eritreia

Cerca de uma centena de activistas, jornalistas e académicos de 52 países africanos, incluindo vários lusófonos, pediram ao presidente da Eritreia uma oportunidade para visitar colegas que se encontram detidos no que consideram ser um dos países mais fechados de África.

Numa carta aberta dirigida a Isaias Afewerki, os activistas de direitos humanos, jornalistas e académicos pedem ao chefe de Estado da Eritreia, considerado um dos mais repressivos regimes em África, “uma oportunidade” para visitar os seus colegas detidos em cadeias no país.

O grupo, que inclui nomes como Rafael Marques e José Agualusa (Angola), Iva Cabral (Cabo Verde), Miguel de Barros (Guiné) e Paulina Chiziane (Moçambique), além do escritor nigeriano Wole Soyinka, congratulou-se com a recente normalização das relações entre a Etiópia e a Eritreia.

Nesse sentido, manifestaram a expectativa de que tal passo represente o início de “uma nova era” de aprofundamento da “estabilidade e prosperidade na região”.

Em declarações à Lusa, Rafael Marques defendeu que esta acção representa “um primeiro ensaio sobre o estabelecimento de uma cadeia de solidariedade mais forte entre figuras preeminentes da sociedade civil africana para a busca de soluções africanas para os problemas africanos”.

Na carta, os activistas pediram ainda ao chefe de Estado para manter o “ímpeto de abertura” do país, após um período de isolamento, que consideram ter representado “uma perda para a Eritreia e para toda a África”.

Expressaram ainda preocupação pelo “clima de hostilidade” que se regista no país, particularmente contra jornalistas, opositores, activistas de direitos humanos e defensores da democracia.

Lembram que muitos eritreus foram presos por razões políticas, o que gerou um clima de medo e provocou um considerável movimento migratório para fora do país.

Solicitaram, por isso, autorização formal para visitar os seus colegas presos na Eritreia, para lhes expressarem solidariedade e lembrarem-lhes que “África nunca os esquecerá ou abandonará”. l

Comentários

One comment

  • Amados Irmãos, não podendo vos acompanhar, por ser português, residente em Luanda, por motivos alheios tenho que estar junto dos filhos e esposa, angolanos, pois sem minha presença, fraquejam psicologicamente e fisicamente, peço o favor de enviarem meus queridos cumprimentos, abraços e muito amor, imensa solidariedade para com todos e aqueles vão visitar. Pois sem a vossa luta a liberdade do ser humano desaparece no ar. Apoio a vossa luta, como faço esforço todos os dias pelos meus direitos como cidadão estrangeiro a viver em Angola. Confrontando desigualdades no dia a dia das autoridades, manifestando o meu desagrado pelo actuação que praticam no ato que me interpelam.
    A maioria dos angolanos esquecem que temos e têm filhos e não podem viver no futuro com esta demagogia, desigualdade, e pode imperialista monopolista total.
    Minhas felicitações. Abc

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