Manifestantes Torturam Sargento da Polícia em Cafunfo

Mais de quatrocentos simpatizantes do Movimento do Protectorado da Lunda-Tchokwé, uma organização sem estatuto legal, protagonizaram ontem uma manifestação violenta em Cafunfo, município do Cuango, que resultou no espancamento brutal de um chefe de patrulha da Polícia Nacional. No período da manhã, os manifestantes convergiram no bairro Bala-Bala, trajando camisolas do movimento com o rosto do seu líder, Mateus Zecamutchima. Seguiam atrás de dois indivíduos mascarados como muquixis (palhaços). A marcha partiu da residência de um membro da organização, identificado como André Zende, passou pelo Bairro Cafunfo-Sul, seguindo pelo aeroporto (que foi há muito engolido pelas ravinas) até à vila. Junto à Unidade da Polícia Fiscal, um elemento do Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Cuango, conhecido como Ninja, que se fazia acompanhar de um patrulheiro da Polícia Nacional, tentou impedir a marcha. Quando abordou os manifestantes, foi repelido com gritos de protesto. Ao aproximarem-se do centro da vila de […]

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Polícia Mata Esposa e Suicida-se no Cuango

Primeiro, o terceiro sub-chefe Gomes Júlio “Mambo”, de 60 anos, disparou contra o pé da sua esposa — Felícia Veka, de 35 —, “para [ela] não fugir”. Trocaram mais algumas palavras e a seguir “Mambo” atingiu-a mortalmente no peito com um segundo tiro. O episódio ocorreu ontem no bairro Terra Nova, na sede do município do Cuango, província da Lunda-Norte. Depois de matar a esposa, o terceiro sub-chefe “Mambo”, afecto ao comando municipal do Cuango, onde exercia a função de chefe de equipa, virou a pistola contra si e suicidou-se com um tiro na garganta. De acordo com o activista local Joaquim Narciso e testemunhos de familiares, tratou-se de um crime passional. Na véspera, 17 de Dezembro, a primeira esposa do sub-chefe Mambo — de nome Miriana, residente em Muxinda, município de Capenda-Camulemba — tinha-se deslocado ao Cuango para visitar a residência onde o marido vivia com Felícia Veka. Nessa […]

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Saúde Precária e Salários em Atraso no Cuango

Mais de 100 funcionários, em regime de contrato e afectos ao Hospital Regional de Cafunfo e a postos de saúde no município do Cuango, estão há oito meses sem receber salários. “A secção municipal da Saúde [do Cuango] chamou-nos e informou-nos que a falta de salários é um problema nacional, devido à crise. O governo mente que vai pagar, mas não sabe quando”, relatou ao Maka Angola um dos enfermeiros presentes na reunião em Cafunfo. O enfermeiro, que prefere o anonimato, informa que oficialmente, “no papel”, ganha 68 mil kwanzas, mas que até Dezembro passado “só recebíamos metade”. O director do hospital, que é cumulativamente director municipal da Saúde no Cuango, recusou-se a prestar esclarecimentos ao Maka Angola, alegando indisponibilidade de tempo. O Hospital Regional de Cafunfo dispõe de cinco médicos norte-coreanos e um angolano, e dá assistência aos municípios do Cuango, Caungula, Xá Muteba, Lubalo, Capenda Camulemba e Cuilo. […]

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