Saúde Precária e Salários em Atraso no Cuango

Mais de 100 funcionários, em regime de contrato e afectos ao Hospital Regional de Cafunfo e a postos de saúde no município do Cuango, estão há oito meses sem receber salários. “A secção municipal da Saúde [do Cuango] chamou-nos e informou-nos que a falta de salários é um problema nacional, devido à crise. O governo mente que vai pagar, mas não sabe quando”, relatou ao Maka Angola um dos enfermeiros presentes na reunião em Cafunfo. O enfermeiro, que prefere o anonimato, informa que oficialmente, “no papel”, ganha 68 mil kwanzas, mas que até Dezembro passado “só recebíamos metade”. O director do hospital, que é cumulativamente director municipal da Saúde no Cuango, recusou-se a prestar esclarecimentos ao Maka Angola, alegando indisponibilidade de tempo. O Hospital Regional de Cafunfo dispõe de cinco médicos norte-coreanos e um angolano, e dá assistência aos municípios do Cuango, Caungula, Xá Muteba, Lubalo, Capenda Camulemba e Cuilo. […]

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O Tétrico Negócio da Morgue do Hospital Regional de Cafunfo

“Os doentes não pagam. Só os mortos, para serem conservados por um ou dois dias na morgue”, explica um responsável do Hospital Regional de Cafunfo, município do Cuango, província da Lunda-Norte. Apesar de ser a zona mais rica de Angola, em termos de exploração aluvial de diamantes, a extrema pobreza na região atingiu também a administração local, que se vê obrigada a cobrar dinheiro pela conservação de cadáveres na morgue do hospital público. Zinha de Castro, de 40 anos, faleceu na madrugada de 4 de Maio. Justino Pedro, o seu ex-marido, informa o Maka Angola de que ela morreu de febre-amarela. “Tivemos de comprar um tambor de gasóleo [200 litros] por 35 mil kwanzas [US $212 ao câmbio oficial], para conservar o corpo dela na morgue do hospital. Entregámos ao chefe do património, Simão Jonas”, relata Justino Pedro, afirmando ainda que a epidemia de febre-amarela, em Cafunfo continua a espalhar-se […]

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Presidência da República Assalta Doentes

Por Alfredo Muvuma: Há dois dias, a 6 de Agosto, um jovem angolano cujo nome Maka Angola omite por razões de segurança, causou uma despesa de mais de US $25,000 dólares à sua família. O jovem teve de ser internado durante três dias na Clínica Multiperfil, acometido de malária. A Clínica Multiperfil foi formalmente criada em 2002 por Decreto-Lei n.º 33/02 de 14 de Junho, pelo Conselho de Ministros, para a “prestação de serviço público”. O referido decreto aprovou também o estatuto da referida clínica como um instituto público sujeito à superintendência do governo e à prestação de contas à Presidência da República. Por Resolução n.º 09/02 de 14 de Junho, o presidente da República, José Eduardo dos Santos, conferiu aos Serviços de Apoio ao Presidente da República os poderes específicos de superintendência da Clínica Multiperfil. Por sua vez, o Decreto Presidencial n.º 181/10, de 20 de Agosto, que aprovou […]

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